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The
Effects of Feedback Frequency on Work Performance: A Simulation (translated
into Portuguese by Giuliano Garbi)
OS
EFEITOS DA FREQÜÊNCIA DE FEEDBACK
NO TRABALHO: UMA SIMULAÇÃO.
(português:
Giuliano Garbi)
Kyungwon
Kang (Chung-Ang University, Seoul, Korea),
Shezeen Oah (Chung-Ang University, Seoul,
Korea) e Alyce Dickinson (Western Michigan
University, Kalamazoo, MI)
Este
artigo está baseado numa apresentação
recente que fizemos num congresso da ABA e num
manuscrito que submetemos para publicação.
O propósito deste estudo foi examinar os
efeitos da freqüência do feedback sob
dois tipos de sistemas de pagamento. Pagamento
por hora e remuneração variável
.
O feedback, sozinho ou combinado com outros procedimentos, é uma das
intervenções mais usadas para melhorar os desempenhos em organizações.
Em uma revisão dos estudos publicados no Journal of Organizational
Behavior Management entre 1977 e 1986, a primeira década de publicação
do JOBM, Balcazazr, Shupert, Daniels, Mawhinney e Hopkins (1989) relataram
que aproximadamente 65% dos artigos usaram feedback como variável independente
ou como um componente da variável independente. Uma revisão mais
recente (Nolan, Jjarema e Austin, 1999) que analisou a segunda década
de publicação do JOBM relatou que esta porcentagem foi de 71%.
No entanto, Feedback não é sempre eficaz. Em seu agora clássico
artigo, Balcazar, Hopkins e Suarez (1985-86) revisaram estudos que foram publicados
em quatro importantes periódicos durante 10 anos e categorizaram as
intervenções de feedback de acordo com várias dimensões
que estariam relacionadas à sua eficácia. Eles então determinaram
a porcentagem de estudos em cada categoria que resultou em efeitos consistentes,
mistos, desconhecidos ou sem efeitos. Baseados nesta análise, Balcazar
e outros afirmaram que o feedback não aumentou o desempenho tão
consistentemente ou tão uniformemente quanto muitos acreditam (e.g.
Prue e fairbank, 1981; Kopelman, 1982). Por exemplo, eles relataram que quando
feedback foi usado sozinho, ele produziu melhoras consistentes em apenas 28%
dos estudos. Eles também relataram que o feedback foi combinado com
outros procedimentos na maioria dos artigos que eles revisaram (63%), e produziu
os efeitos mais consistentes quando foi combinado com conseqüências
comportamentais.
Alvero, Bucklin e Austin (2001) atualizaram a revisão de Balcazar e
outros (1985-86), analizando artigos que foram publicados nos mesmos quatro
periódicos entre 1985 e 1998. Eles, também, relataram que o feedback
foi combinado com outros procedimentos na maioria dos artigos (71%), e que
o feedback foi consistentemente mais eficaz quando combinado com outros procedimentos.
Ainda relatando, baseado nos quatro artigos, que o feedback foi mais eficaz
quando combinado com antecedentes, de 58%-67% das intervenções
produziram melhoras efetivas quando o feedback foi combinado com as conseqüências
comportamentais, com antecedentes e conseqüências comportamentais,
ou com metas e conseqüências comportamentais. Mais que isso, ainda
que seus resultados não tenham sido iguais àqueles relatados
por Balcazar e outros (1985-86), eles confirmaram a idéia central que
feedback é mais eficaz quando combinado com conseqüências
comportamentais do que quando é usado sozinho.
Baseados na revisão realizada, Balcazar e outros (985-86) concluíram
que: "Se nenhum sistema de conseqüências diferenciais existir,
provavelmente não há motivo para estabelecer um sistema de feedback.".
Eles também argumentaram (pg. 84) que:
... a maior parte do que podemos querer saber sobre sistemas de feedback estará provavelmente
circunscrito ao conhecimento que temos sobre como reforçar um bom trabalho
porque os efeitos do feedback serão provavelmente determinados por tal
reforçamento. O que nós deveríamos, então, precisar
saber sobre sistemas de feedback seria como construí-los, considerando
específicos sistemas de reforçamento existentes [itálicos
adicionados], fazendo com que ele (feedback) aumente o reforçamento.
Como mostrado por Balcazar e outros (1985-86), os efeitos relativos de diferentes
dimensões do feedback, incluindo frequência, poderiam depender
de outras contingências de reforçamento presentes. O Feedback
será provavelmente mais eficaz quando estiver relacionado a conseqüências
diferenciais do que quando não está. Por causa desta relação
(feedback e conseqüência diferencial). O feedback poderá servir
como um estímulo discriminativo, como um reforço condicionado
e/ou como operação estabelecedora (e.g Balcazar e outros, 1985-86;
Duncan e Bruwelheide, 1985-86; Prue e Fairbank, 1981). Devido ao atraso temporal
entre o comportamento e o feedback ou o feedback e o comportamento que existe
no ambiente de trabalho, o desempenho pode estar sendo influenciado primariamente
através de controle por regras (e.g. Agnew e Redmon, 1992; Peterson,
1981), mas ainda assim, as regras que governam o comportamento são provavelmente
mais eficazes quando o feedback está relacionado com conseqüências
diferenciais.
Devemos notar que o feedback melhorou o desempenho quando adicionado ao pagamento
por hora em alguns ambientes aplicados. Estes dados parecem enfraquecer o argumento
que o feedback adquire sua efetividade devido a sua relação com
as conseqüências diferenciais para o desempenho. No entanto, há muitas
razões do porque isso pode ocorrer. Por exemplo, feedback pode aumentar
inicialmente o desempenho porque tipos similares de feedback foram historicamente
correlacionados com reforço ou punição (Balcazar e outros
1985-86). Segundo, um sistema de consequências diferenciais pode estar
em vigência no ambiente organizacional e pode, entretanto, não
ter sido explicitamente programado; e terceiro, um sistema de conseqüências
diferenciais pode ser iniciado quando o feedback é implementado, ainda
que, mais uma vez, não tenha sido explicitamente programado pelo autor
do sistema de feedback. A extensão do quanto o feedback se torna correlacionado
com as consequências sem dúvida varia de ambiente para ambiente,
e pode influenciar, pelo menos em parte, as inconsistências encontradas
nos resultados.
Dado que o feedback será provavelmente mais eficaz quando correlacionado
com conseqüências diferenciais, então a freqüência
do feedback pode influenciar o comportamento ainda mais se um sistema de reforçamento
diferencial existir. Alguns poucos estudos compararam diretamente os efeitos
relativos de diferentes freqüências de feedback na ausência
de conseqüências diferenciais programadas, tendo conseguido resultados
mistos (e.g. Alavosius e Sulzer-Azaroff, 1990; Chhokar e Wallin, 1984; Leivo,
2001; Mason e Redmon, 1992). Estes resultados mistos são consistentes
com os dados apresentados por Balcazar e outros (1985-86) e por Alvero e outros
(2001); isto é, que quanto mais freqüente o feedback é algumas
vezes, mas não sempre, resulta em maiores níveis de desempenho.
Existem várias possíveis razões do porque os resultados
de estudos anteriores terem sido diferentes, mas de qualquer modo, um dos fatores
que potencialmente contribuem para o efeito do feedback é a sua correlação
com conseqüências diferenciais. Nós não conseguimos
encontrar nenhum estudo que comparasse os efeitos dos de diferentes freqüências
de feedback sob dois diferentes sistemas de reforçamento. Assim, o propósito
deste presente estudo foi examinar a efetividade relativa de duas freqüências
diferentes de feedback sob dois sistemas de pagamentos diferentes, pagamento
por hora e remuneração variável (que constitui um sistema
explícito de conseqüências diferenciais), em um ambiente
de laboratório onde foi possível controlar o quanto o feedback
se relaciona com as conseqüências diferenciais (diferentemente de
vários ambientes aplicados).
Os participantes foram 42 estudantes coreanos. O teste computadorizado consistiu
de 3 fases em seqüência: 1) arrastar quatro blocos em quatro quadrados
na tela; 2) copiar um "número de produto" de 7 dígitos
que aparecia na tela; 3) clicar em três ícones em seqüência
da esquerda para a direita. O Computador não deixava o participante
prosseguir a não ser que o passo anterior estivesse completamente correto.
A variável dependente era o número de tarefas realizadas corretamente.
O delineamento experimental foi um delineamento fatorial 2x2 com as seguintes
condições: 1) feedback dado ao final da sessão (de 30
minutos) sob pagamento por hora; 2) feedback dado em cada 4ª. sessão
sob pagamento por hora; 3) feedback dado ao final de cada sessão sob
remuneração variável; 4) feedback dado ao final da 4ª.
sessão sob remuneração variável. Os participantes
foram alocados randomicamente em cada uma das quatro condições
e participaram de um total de 24 sessões de 30 minutos.
Para a manipulação do feedback, depois de cada sessão
ou depois da 4ª. sessão (dependendo da condição na
qual o sujeito estava), o experimentador contava aos participantes quantas
unidades de trabalho eles haviam completado durante a sessão ou durante
as últimas quatro sessões, anotava o ponto em um gráfico
e comparava o dado com os dados da sessão anterior ou com os dados das
4 sessões anteriores.
Os participantes das duas condições de pagamento por hora (feedback
a cada sessão ou a na 4ª. sessão) receberam 1.000 pontos
por sessão (um pouco menos de 1 dólar) não importando
o número de tarefas completas que houvessem realizado. Os participantes
das duas condições de remuneração variável
receberam um pagamento base de 1.000 pontos somados a 10 pontos para cada tarefa
realizada. Todos os participantes (não importando qual a condição)
receberam o pagamento a cada 4 sessões, mas que os que estavam sob sistema
de remuneração variável foram avisados de quanto ganharam
no final de cada sessão.
As figuras 1 e 2 mostram o número médio de tarefas completadas
pelos participantes nas duas condições de feedback sob remuneração
variável e pagamento por hora, respectivamente. Sob o sistema de remuneração
variável, os participantes que receberam feedback a cada sessão
tiveram um desempenho consistentemente maior por todas as 24 sessões
do que os participantes que receberam feedback a cada 4 sessões. Sob
o sistema de pagamento por hora, os participantes que receberam feedback a
cada sessão tiveram o mesmo desempenho daqueles que receberam o feedback
a cada 4 sessões nas primeiras 15 sessões, mas então desempenharam
melhor nas últimas 9 sessões. Devido às diferenças
que apareceram nas últimas 9 sessões, análises estatísticas
foram conduzidas tanto nos dados completos quanto nos dados das últimas
9 sessões. Para ambas as análises, uma análise de covariância
(ANCOVA) foi realizada, usando a pré-medida de desempenho como a covariância.
Os resultados das análises, tanto para os dados completos quanto para
as últimas 9 sessões indicam que: (a) as duas freqüências
de feedback produziram uma diferença estatisticamente significativa
no desempenho entre os dois sistemas de pagamento, mas (b) os sistemas de pagamento
não afetaram diferencialmente o desempenho. Análises estatísticas
de acompanhamento revelaram que as duas freqüências de feedback
produziram uma diferença estatística significativa no desempenho
sob o sistema de remuneração variável, mas não
sob o sistema de pagamento por hora. As análises dos dados, tanto completos
quanto das últimas 9 sessões foram consistentes, apesar do fato
de que sob o sistema de pagamento por hora as diferenças no desempenho
sob as duas condições de feedback sejam visíveis somente
nas últimas 9 sessões.

Figura 1. o número médio de tarefas completadas pelos participantes
sob remuneração variável.

Figura 2. o número médio de tarefas
completadas pelos participantes sob pagamento
por hora.
Em resumo, os resultados desta pesquisa indicam que os efeitos relativos da
freqüência do feedback dependeram da extensão pela qual
o feedback estava correlacionado com conseqüências diferenciais
para o desempenho; ou seja, feedback mais freqüente controla mais os
desempenhos quando os participantes ganham remuneração variável.
Deve ser notado, entretanto, que, ao contrário de estudos anteriores,
a remuneração variável não resultou em aumentos
de desempenho, o que pode ser devido à pequena quantidade de incentivo
monetário pago. De qualquer maneira, devido à remuneração
variável ter falhado em aumentar o desempenho, no presente estudo,
enquanto o feedback estava correlacionado com as conseqüências
diferenciais, ela não foi correlacionada com as conseqüências
diferenciais funcionais.
Existem muitas implicações derivadas desta pesquisa. Primeiro,
como defendido por Balcazar e outros (1985-86), os efeitos do feedback são
provavelmente dependentes do tipo de contingência de reforçamento
que existe no ambiente. Segundo, a freqüência de feedback pode ser
mais importante quando conseqüências diferenciais existem e, terceiro,
pesquisas futuras deveriam comparar os efeitos relativos de diferentes dimensões
do feedback, incluindo diferentes freqüências de feedback, sob diferentes
contingências de reforçamento para determinar "como construí-los
[sistemas de feedback] em determinados sistemas de reforçamento, para
que eles potencializem o reforçamento" (Balcazar e outros, 1985-86,
p.84)
Referências
Alavosius, M. P. e Sulzer-Azaroff,
B. (1990). Acquisition and maintenance of health-care
routines as a function of feedback density. Journal
of Applied Behavior Analysis, 23,151-162.
Alvero, A. M., Bucklin, B. R. e Austin, J. (2001). An objective review of the
effectiveness and essential characteristics of performance feedback in
organizational settings (1985-1998). Journal of Organizational Behavior
Management, 21(1), 3-29.
Balcazar, F. E., Hopkins, B. L. e Suarez, Y. (1985-86). A critical, objective
review of performance feedback. Journal of Organizational Behavior
Management, 7(3/4), 65-89.
Balcazar, F. E., Shupert, M. K., Daniels, A. C., Mawhinney, T. C. e Hopkins,
B. L. (1989). An objective review and analysis of ten years of publication
in the Journal of Organizational Behavior Management. Journal of Organizational
Behavior Management, 10(1), 7-37.
Chhokar, J. S. e Wallin, J. A. (1984). A field study of the effect of feedback
frequency on performance. Journal of Applied Psychology, 69, 524-530.
Duncan, P. K. e Bruwelheide, L. R. (1985-86). Feedback: Use and possible behavioral
functions. Journal of Organizational Behavior Management, 7(3/4),
91-113.
Kopelman, R. E. (1982). Improving productivity through objective feedback:
A review of the evidence. National Productivity Review, pps. 43-55.
Leivo, A. K. (2001). A field study of the effects of gradually terminated public
feedback on housekeeping performance. Journal of Applied Social Psychology,
31, 1184-1203.
Mason, M. A. e Redmon, W. K. (1992). Effects of immediate versus delayed feedback
on error detection accuracy in a quality control simulation. Journal
of Organizational Behavior Management, 13(1), 49-83.
Nolan, T. V., Jarema, K. A. e Austin, J. (1999). An objective review of the
Journal of Organizational Behavior Management: 1987-1997. Journal of
Organizational Behavior Management, 19(3), 83-114.
Prue, D. M. e Fairbank, J. A. (1981). Performance feedback in Organizational
Behavior Management: A review. Journal of Organizational Behavior Management,
3(1), 1-16.
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